O delegado da Polícia Civil Rick da Silva e Silva, preso desde abril, é alvo de duas denúncias apresentadas pelo Ministério Público de Roraima (MPRR). Em uma delas, o órgão afirma que o policial inventou uma ameaça atribuída ao Primeiro Comando da Capital (PCC) para pressionar uma mulher a depor contra o marido.
Segundo a acusação, Rick disse à vítima que a facção criminosa pretendia atacar os filhos do casal. O documento sustenta que a informação foi utilizada como forma de coação psicológica durante a tomada de depoimentos.
A denúncia relata que a mulher estava chorando e chegou a tapar os ouvidos com as mãos. O Ministério Público também afirma que o marido dela foi interrogado durante a madrugada, por volta de 0h40, sem flagrante nem consentimento adequado.
No mesmo procedimento, o delegado é acusado de ter ficado com medicamentos encontrados em uma residência durante uma busca e apreensão realizada em 24 de março. Entre os itens citados estão ampolas de deposteron e canetas de GH.
De acordo com a acusação, uma escrivã recebeu ordem para não registrar os materiais no auto de apreensão.
Outra denúncia envolve uma diligência realizada em 13 de agosto de 2025 em uma residência no bairro Nova Vitória, em Rorainópolis. Conforme o MPRR, o delegado tentou ingressar no imóvel sem mandado judicial enquanto procurava um suposto aparelho de som furtado.
Rick admitiu ter dito frases registradas em vídeo durante a ocorrência, mas negou ter tentado entrar ilegalmente na casa. O Ministério Público aponta a prática de crimes como peculato, falsidade ideológica, abuso de autoridade e constrangimento de preso.
Com informações do Metrópoles



