O Dia dos Pais deve gerar R$ 18,05 milhões em vendas no comércio de Roraima em 2026, segundo projeção da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio). A estimativa aponta crescimento real de 2,5% na comparação com 2025 e o maior resultado da série histórica iniciada em 2005.
A Federação do Comércio avalia que o resultado acompanha o movimento registrado no país. A data ocupa a quarta posição entre as comemorações do varejo brasileiro em movimentação financeira.
Para o presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac-IFPD/RR, Ademir dos Santos, o cenário de emprego influencia a expectativa positiva para as vendas, embora o comportamento das famílias indique maior cautela.
“A data é a quarta mais importante do calendário comemorativo do varejo brasileiro em movimentação financeira. O crescimento ocorre em um cenário de queda do desemprego e aumento do emprego formal no estado, mas convive com sinais de cautela: o consumidor roraimense está menos otimista do que há um ano e o endividamento das famílias permanece em patamar elevado”, afirmou.
A Assessoria Econômica da Federação do Comércio relaciona parte do desempenho esperado aos indicadores do mercado de trabalho. Conforme a Pnad Contínua, do IBGE, Roraima registrou taxa de desocupação de 5,7% no primeiro trimestre de 2026.
O índice foi o menor registrado para um primeiro trimestre desde o início da série, em 2023. No mesmo período do ano passado, a taxa era de 7,5%, enquanto no último trimestre de 2025 havia ficado em 4,7%.
Já o Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego, apontou saldo positivo de 1.938 empregos com carteira assinada em Roraima no primeiro semestre de 2026, considerando todos os setores da economia.
Apesar da previsão de crescimento, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) caiu 6,3% em julho na comparação com o mesmo mês de 2025, registrando o quarto recuo consecutivo desde o pico observado em março.
Segundo o economista Fábio Martinez, a redução do desemprego e o avanço do emprego formal ajudam a explicar a expectativa de aumento das vendas, mas o indicador de consumo mostra uma postura mais cautelosa dos consumidores.



