Um homem de 35 anos foi preso nesta quarta-feira (22), no bairro Conjunto Cidadão, zona oeste de Boa Vista, suspeito de estuprar a enteada de 11 anos. A prisão preventiva foi executada por agentes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
A investigação teve início após um episódio ocorrido no dia 15 de abril em uma escola da capital. A vítima apresentou comportamento incomum e tentou se mutilar, o que levou a equipe escolar a acionar a Polícia Militar.
Durante o acolhimento feito por uma monitora, a criança relatou que vinha sendo abusada pelo padrasto dentro de casa. A situação foi comunicada às autoridades, dando início ao inquérito.
De acordo com a apuração, o suspeito utilizava o período da noite para se aproximar da vítima, aproveitando-se do momento em que os demais moradores estavam dormindo.
Ainda segundo o relato da criança, havia ameaças frequentes para impedir que o caso fosse revelado.
Durante o inquérito, foi identificado que a vítima chegou a relatar o caso à mãe e à avó. No entanto, após o suspeito negar as acusações, ambas optaram por acreditar na versão dele.
A criança informou ainda que, após contar o que estava acontecendo, foi colocada de castigo e orientada a não falar sobre o assunto com outras pessoas, sob a alegação de que estaria mentindo.
Em outro momento, a vítima afirmou que tentou registrar as situações em vídeo para comprovar as acusações, mas o suspeito percebeu, apagou os arquivos e disse que a mãe acreditaria mais nele do que nela.
A mãe da criança, em depoimento à Polícia Civil, declarou não acreditar nas acusações feitas pela filha, alegando que ela costuma mentir.
Com base nos elementos reunidos, a delegada responsável solicitou a prisão preventiva do investigado, que foi autorizada pela Justiça.
O inquérito também apura a conduta da genitora e do padrasto da vítima e está em fase final, devendo ser encaminhado ao Poder Judiciário.
Após a prisão, o suspeito foi conduzido à sede da DPCA, passou por audiência de custódia e teve a prisão homologada, sendo encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.



