A Justiça Federal recebeu denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra um grupo de seis pessoas investigadas por exploração ilegal de recursos minerais da União, contrabando, lavagem de dinheiro e organização criminosa transnacional.
De acordo com a denúncia, os investigados atuavam na comercialização clandestina de ouro e diamantes em Boa Vista e em Lima, no Peru, durante o ano de 2018.
Segundo o MPF, o grupo possuía estrutura organizada e divisão de tarefas para negociação, transporte, ocultação e comercialização de minério de origem ilegal.
As investigações tiveram início após cumprimento de mandado de busca e apreensão em um estabelecimento comercial vinculado a um dos denunciados durante a Operação Assucena, em Roraima.
No local, foram apreendidos documentos, registros e materiais relacionados ao comércio clandestino de ouro e diamantes. A partir da análise do material, a investigação avançou após autorização judicial para compartilhamento das provas.
Entre os itens apreendidos estavam cartas-oferta de minério, documentos empresariais, arquivos digitais, planilhas de pureza e cotação de ouro, fotografias de barras de ouro, contratos particulares e listas de fornecedores e clientes.
As investigações também identificaram registros de comunicação entre os integrantes do grupo. Segundo o MPF, mensagens analisadas indicam aporte de aproximadamente R$ 350 mil para compra de ouro no Peru e negociações envolvendo pedras avaliadas em mais de US$ 100 mil.
Além da condenação pelos crimes apontados, o MPF pede a fixação de valor mínimo de R$ 200 mil para reparação de danos morais coletivos e sociais.
O órgão também requer a perda dos bens apreendidos durante as investigações em favor do Estado.
O caso é conduzido pelo 2º Ofício da Amazônia Ocidental, especializado no enfrentamento à mineração ilegal na Região Norte.



