Três pessoas foram presas em flagrante em Rorainópolis, no sul de Roraima, suspeitas de aplicar golpes financeiros contra aposentados e idosos por meio de falsas promessas de tratamento de saúde e cura de doenças.
As prisões ocorreram na quarta-feira (27) durante operação da força-tarefa que investigava a atuação do grupo no município. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (28).
Conforme as investigações, os suspeitos, de 27, 29 e 33 anos, se apresentavam como profissionais da área da saúde e convenciam vítimas a contratar empréstimos bancários de alto valor.
Segundo a apuração, os investigados vendiam filtros de água, colchões e produtos terapêuticos anunciados sem comprovação científica. As vítimas eram levadas a acreditar que os itens poderiam substituir medicamentos e amenizar doenças crônicas e problemas ortopédicos.
As diligências apontaram ainda que os suspeitos acompanhavam os aposentados durante todas as etapas da contratação dos empréstimos, incluindo procedimentos em instituições bancárias e unidades do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Em um dos casos investigados, uma aposentada de 68 anos afirmou que acreditava receber um benefício financeiro, sem saber que um empréstimo consignado estava sendo contratado em seu nome.
As equipes policiais identificaram os suspeitos dentro de uma agência bancária acompanhando a vítima quando ela faria uma transferência de R$ 8 mil para a empresa ligada ao grupo criminoso. A ação foi interrompida pelos policiais.
Durante a operação, três aparelhos celulares foram apreendidos e serão submetidos à perícia.
Segundo a investigação, além das falsas promessas de tratamento de saúde, os investigados ofereciam vantagens financeiras para vítimas que indicassem novos “pacientes”.
Os três foram autuados pelos crimes de estelionato contra idoso ou pessoa vulnerável, associação criminosa, exercício ilegal de profissão e retenção de dados e credenciais de pessoa idosa para obtenção de vantagem econômica.
Após audiência de custódia, as prisões foram convertidas em preventivas. As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas.
A operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) contou com participação da Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Militar e Polícia Penal.



